domingo, 15 de abril de 2007

E assim falava Schopenhauer...


Estou lendo o livro “Livre Arbítrio”, de Arthur Schopenhauer.

Considerado o filósofo dos pessimistas, ele defende a idéia de que todo ser humano nunca conseguirá ser feliz, pois a sua infelicidade está intrinsecamente ligada ao desejo e a vontade. Ou seja, nunca haverá satisfação plena, já que toda vez que ele alcançar o que tanto sonha, logo em seguida encontrará algo novo para desejar e assim, vive numa constante angústia. Nada mais verdadeiro... Mas ele confessa que a única coisa que o afasta, um pouco, desse sofrimento é a arte, em especial a MÚSICA! E eu acredito nisso.

“Quem deseja, sofre; quem vive, deseja” – “A Dor” – Schopenhauer.



Mas o livro sobre o “Livre Arbítrio” fala sobre a LIBERDADE. Ele diz que a liberdade não existe, existe apenas a liberdade física (aquela que não há barreiras para você ir e vir). O querer não é livre, pois a partir do momento que você tem de se perguntar se “eu posso querer ou não posso querer”, verifica-se que existe uma moral que te impede de fazer o que realmente quer fazer. Ou seja, se existe regra, não há liberdade. E uma vida não se mantém sem regras.

O que me faz pirar com a filosofia é saber que alguém (sem nada para fazer ou não, o que não vem ao caso agora) um dia parou para analisar profundamente algo que jamais alguém pararia para pensar e geralmente, sobre algo tão básico e tão simples, que por ser tão analisado, o simples se torna complexo demais. Ou não também... Filosofia é a arte de observar as relações humanas e tudo aquilo que atinge ou transforma o homem.

... Um dia ainda faço meu curso de filosofia, viro praiana e sobreviverei apenas vendendo bijus e artesanato. rs Um dia...

2 comentários:

Fernando de Sá Moreira disse...

O livre arbítrio é um livro muito bom, acho apenas que ele acaba muito cedo, devia aprofundar melhor as consequencias da sua teoria, principalmente a transformação que a moral e a politica sofrem com a negação da liberdade da vontade. talvez ele faça isso no "sobre o fundamento da moral". que tradução você está lendo? já leu o mundo como vontade e representação?

Fernando de Sá Moreira disse...

verdade não é bem uma contradição. a necessidade dos atos não implica em imoralidade ou impugnidade das ações. o final é meio estranho e eu não li com muita atenção, então prefiro não opinar muito sobre ele, mas a relação entre necessidade (das ações) e moralidade são antigas, se não estou enganado Hume falou disso dum jeito próximo a opinião de Schopenhauer. O mundo como vontade e representação é um livro pesado; muito bonito, mas pesado. Caso vc não tenha muita intimidade com filosofia, talvez seja interessante começar com os livros menores do Schopenhauer. Tem "metafísica do amor e metafísica da morte" que são interessantes e outros. Um outro cara legal para ler é Rousseau, não se engane com a aparente simplicidade dos discursos dele, mas entregue-se a eles, são realmente apaixonantes. Vou linkar você no meu blog, ok?