Muita coisa pra contar...Talvés não conte tudo..., mas já começo dizendo que a Europa tem uma aura moderna e antiga ao mesmo tempo. Uma coisa que cativa e faz você querer ficar. As pessoas se vestem da forma que bem entendem, tem uma moda peculiar e os cortes de cabelos e penteados são modernérrimos. Eu quase entrei num dos milhares de salões de cabelereiro que existem por Paris, para fazer um corte repicado e moderno igual ao das francesas. Do lado do meu albergue tinha um, mas era caro. 40,00 Euros o corte... Esse dinheiro poderia me fazer falta na viagem e o repicado não ficar tão bem na minha cara brasileira...Portanto, não cortei o cabelo, mas adorei todos os cortes.***
Em Paris, tudo é história. De passar pela praça onde Roberpierre foi decapitado ao entrar na Notre Dame, onde Napoleão foi condecorado e Joana D'Arc setenciada à fogueira. Bem, eu entrei na Notre Dame e achei a catedral linda, mas me senti pesada lá dentro. Eu sou muito de sentir a vibração do lugar e lá, mesmo com os milhões de turistas do mundo todo tirando foto e falando os mais variados idiomas perto de mim, não me senti bem. De princípio, eu achei que era por termos andado o dia todo, ainda mais tomando conta do Vivian, que saiu com a gente naquele dia (criança que minha amiga é Au Pair), mas não... Sai de lá uma 5h30, e quando eles tiveram que voltar para Massy Paulessau, eu sai andando pela cidade sozinha e aquela moleza passou. Nessa caminhada descompromissada pela cidade, me daparei com a pirâmide do louvre, sem querer, pois não sabia que estava passando por dentro da galeria do museu e quando me deparo, dou de frente com esta vista:
Eu só falava para mim mesma, eu não credito, eu não acredito que eu estou aqui!Esse foi um dos primeiros dias em Paris. Fique lá, tomando o meus solzinho das 19h, pois nesse horário o sol ainda é forte e só escurece às 22h30, no horário de verão europeu. Sai de lá e fui andando até a torre Eiffle. Sim, é muito louco. Você anda pela cidade e do nada, vira a esquina e dá de cara com ela, alí longe. Foi o que aconteceu comigo e fui andando até o pé dela. Andei que nem uma camela, pois ainda não me sentia segura para andar de metrô sozinha.
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O metrô é uma coisa gigantesca, de milhões de linhas. Uma teia de aranha, perfeita, que cobre toda a cidade, todos os pontos turísticos, mas que assusta na primeira vez que se vê.
O metrô de Paris, na minha opinião, é também uma das atrações turísticas. Super antigo, não tem sistema de ventilação, mas tem o reloginho que marca, com exatidão, quantos minutos faltam para o próximo trem chegar. Não erra nunca!
Existem 3 tipos deles. O que abre a porta com a maçaneta. Você só sai do vagão se girar essa maçaneta, do contrário ela não abre e você não desce na estação que tinha que descer e segue para a próxima parada, meio frustrada...rs. O outro que já é mais moderninho, que para abrir a porta, basta apertar um botão e o outro (linha do Louvre), que é que nem aqui, as portas abrem sozinhas.
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A lenda de que os franceses não tomam banho é puramente verdade. Gente so céu! Ou eles não sabem o que é desodorante. A situação complica quando você entra no metrô (que já disse que não tem sistema de ventilação), às 4h00 da tarde, onde o sol está a pino, como se fosse o nosso sol do meio dia aqui. Eu quase desmaiei um dia... Você sabe que é francês pelo "perfume" característico, já que na cidade tem mais turista do que propriamente franceses.
Aaahhh, e fama de mal humorados e que não gostam de falar inglês também é verdade. Tenho algumas histórias sobre isso, mas que estou com preguiça de contar agora...
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Uma coisa eu digo. SAIBA FALAR INGLÊS, QUE VOCÊ TEM O MUNDO AOS SEUS PÉS. Não entendia um "q" de francês, mas de ouvir alguém falando em inglês, dava um alívio, que parecia que eu estava ouvindo o português... Nossa, alivio, alivio!
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Brasileiros... Tem em todo lugar e muito! Em Milão então, nem se fala. Fiquei uma tarde lá, antes de ir para Paris encontrar as Gis, e encontrei vários brasileiros. Milão terá um post só para falar da minha passagem por lá. Cheguei no dia 16 de julho, fiquei 4 horas na praça da Duommo e depois no dia 26, passei uma noite e conheci melhor a cidade. Na volta, fiquei das 9h00 às 20h30 no aeroporto, mas que mesmo com o atraso do vôo, a espera foi divertida, dado a um encontro inesperado. =)
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Albergue
Tem que ter a alma "roots". É o que eu digo. Se você não tem o espirito mochilão, jamais tente ficar num. Fiquei no mais bem conceituado albergue de Paris, O Auberge Internationale des Jeunes. Ele é limpo, muito organizado e o pessoal (mesmo sendo franceses), umas figuras! Eu amei. Na primeira semana, fiquei num quarto para duas pessoas. As duas primeiras noites, fiquei sozinha, dai chegou uma coreana. Super boazinha e simpática. Aguentava o meu barulhos a 1h da manhã arrumando a minha bagunça. Mas na sexta-feira, chegou uma canadense, meio reservada, que colocaram para dormir num colchonete no chão. Cheguei meia noite e meia, cansada, louca para tomar meu banho (que é no corredor) e não pude, pois não podia nem ascender a luz, quanto mais fazer barulho, por causa da nova hospede... Foi a coreana que tentou me avisar que tinha mais gente no quarto, mas eu não entendi o inglês enrolado dela e já fui entrando no quarto e acendendo a luz e do nada ouvi um resmungo...hahaha. Daí, como a coreana amiga tb estava indo embora para a Alemanha, eu consegui mudar para um quarto individual. Passei a pagar pelo quarto de 17 euros, para 29 euros, mas nada vale mais que um pouco de privacidade. Dai fiquei nesse quarto até o fim da outra semana.
O banheiro fica no corredor e tem o masculino e o feminino. Já para tomar banho é separado e tem umas cabines, onde vc entra, com suas coisas numa sacolinha, para não molhar, fecha a porta e toma seu banho. Não importando se do lado da sua cabine tem um dinamarques ou uma holandesa tomando banho na mesma hora que você. Mas como disse, o albergue é super organizado e a galera respeita. Não tem putaria, nem tentativa de, mas que eu vi uns caras bem bonitos, fazendo a barba de manhã só de shortinho e sem camiseta, isso eu vi. Hehehe.
Uma experiência única, que já tinha passado, mas dividindo o quarto com amigos, na Holanda e Alemanha (em 1996). Vale a pena, porque é um ambiente muito bom para conhecer e conversar com gente do mundo todo, cada um com os seus costumes e histórias. Ótimo para pegar dicar de viagens por onde cada um passou e dicas de mochileiros econômicos, que viajam só com cerca de 50 euros no bolso! Uma delícia, mas tem que ter o espírito roots, se não, acha uma merda. Eu amei!
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Tem tanta coisa pra contar, que não sei se consigo colocar tudo o que passei em formas de palavras, aqui. Óbvio que não, mas conforme for lembrando, eu escrevo.
Tive tantos momentos nessa viagem de parar e pensar na vida, que só me fizeram acreditar mais na imensidão e importância das coisas... De tudo!
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