De trilha em trilha, encontro, desencontro e encruzilhada, me apaixonei. Pela primeira vez, sem pudor nenhum em admitir: apaixonada, sim. Sem jogos, sem meias verdades e meias mentiras. Desde o seu começo até o seu final. A apaixonada com o pé mais fincado no chão que se pôde existir nesse mundo. Porque já tropecei muito, quando costumava andar nas nuvens. Tropeçava numa gotícula de vapor e caia feio. Dessa vez, me permiti sonhar com chumbinhos bem presos aos meus pés. Aquela velha história de felicidade com prazo de validade, embora ainda assim, felicidade. Sina que é sina não se discute, vive.
De se fazer de difícil, quando você queria era já estar jogada nos braços dele desde o primeiro olhar; de conversar horas a fio para se conhecer melhor; de trocar confidências e chorar no ombro amores passados; de fazer cafuné para dormir; de fazer apostas ridículas; de rir e rir; de escrever cartinhas com letra de mão; de falar dia sim e dia não por telefone e quando era dia de não (telefone) falar por MSN, quando ele estava longe. Não tão longe como agora, mas longe. De aproveitar cada segundo junto, para compensar o tempo separado; de conhecer os pais e ter vergonha; de conversar mais com os pais do que com você; de tomar vinho com sua mãe e discutir política; de falar inglês, aprender português e aprender italiano. Amor oceânico pela sua profundidade, imensidão e distâncias continentais literais. De aprender a falar palavrão em outra língua; de fazer guerra de travesseiro e chorar de tanto gargalhar; de se chatear por um mal entendido, coisas da cultura. De esclarecer tudo numa conversa antecedida por um longo silêncio. De fazer as pazes; de beijar até enjoar, e não enjoar; de tocar; de ouvir música dividindo o fone de ouvido. De fazer piquenique no parque, de entregar o pacote de bolacha que estava na bolsa, sem abrir, para meninos de rua, num sábado à tarde, passeando pela Av. Paulista; de ver exposição de “Anne Frank” e falar sobre história e holocausto; de ler livro junto sentados num puff gigante de uma livraria; de assistir Mary Poppins e voltar à infância; de fazer compras e ter paciência de fazer compras, de andar e andar; de parar para ver o grupo de samba tocar num bar no coração do centro da cidade; de se surpreender; de ajudar e ser ajudada; de gostar mais do que se pode e ter que dizer tchau. De não depositar no futuro um monte de esperanças, mas deixar que o presente seja sempre um presente para nós dois.
Sim, me apaixonei com o pé no chão. To deixando de me apaixonar para deixar o incerto entrar em cena. Viver e continuar vivendo, com a certeza de ter mais uma pessoa especial (a mais especial de todas) num cantinho do mundo, vivendo também. Torcendo para que a próxima viagem seja nossa também. Que seja juntos, again.
De se fazer de difícil, quando você queria era já estar jogada nos braços dele desde o primeiro olhar; de conversar horas a fio para se conhecer melhor; de trocar confidências e chorar no ombro amores passados; de fazer cafuné para dormir; de fazer apostas ridículas; de rir e rir; de escrever cartinhas com letra de mão; de falar dia sim e dia não por telefone e quando era dia de não (telefone) falar por MSN, quando ele estava longe. Não tão longe como agora, mas longe. De aproveitar cada segundo junto, para compensar o tempo separado; de conhecer os pais e ter vergonha; de conversar mais com os pais do que com você; de tomar vinho com sua mãe e discutir política; de falar inglês, aprender português e aprender italiano. Amor oceânico pela sua profundidade, imensidão e distâncias continentais literais. De aprender a falar palavrão em outra língua; de fazer guerra de travesseiro e chorar de tanto gargalhar; de se chatear por um mal entendido, coisas da cultura. De esclarecer tudo numa conversa antecedida por um longo silêncio. De fazer as pazes; de beijar até enjoar, e não enjoar; de tocar; de ouvir música dividindo o fone de ouvido. De fazer piquenique no parque, de entregar o pacote de bolacha que estava na bolsa, sem abrir, para meninos de rua, num sábado à tarde, passeando pela Av. Paulista; de ver exposição de “Anne Frank” e falar sobre história e holocausto; de ler livro junto sentados num puff gigante de uma livraria; de assistir Mary Poppins e voltar à infância; de fazer compras e ter paciência de fazer compras, de andar e andar; de parar para ver o grupo de samba tocar num bar no coração do centro da cidade; de se surpreender; de ajudar e ser ajudada; de gostar mais do que se pode e ter que dizer tchau. De não depositar no futuro um monte de esperanças, mas deixar que o presente seja sempre um presente para nós dois.
Sim, me apaixonei com o pé no chão. To deixando de me apaixonar para deixar o incerto entrar em cena. Viver e continuar vivendo, com a certeza de ter mais uma pessoa especial (a mais especial de todas) num cantinho do mundo, vivendo também. Torcendo para que a próxima viagem seja nossa também. Que seja juntos, again.
Nenhum comentário:
Postar um comentário