sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Um peixe fora d´água

Eu vou hoje para a praia, como há muito tempo não ia, aqui no Brasil. A última vez que fui para a praia foi em Lavínio, na Italia. Parece fútil escrever isso, mas é que nem estava previsto e deu certo de ir durante a minha viagem do ano passado. O fato de não ir à praia aqui há milianos realmente foi a retenção de gastos desnecessários para poder viajar pra fora.

A realidade é que eu estou indo para a praia esse final de semana, com minhas amigas queridas do serviço e da pós (todas vão se conhecer!) e eu queria estar animada. Não estou. Não quero também parecer imbecil, passar uma imagem de que só praia lá fora é que é boa. Longe de mim. Brasil é que é o local das belas praias. Não quero parecer arrogante. Quem me conhece sabe que não sou. Mas sabe a história de se achar um peixe fora d´água? Estou me sentindo assim e me forçando a fazer algo diferente. Por muito tempo eu não gasto dinheiro indo em baladas, indo à praia e shows. Minha vida por 2 anos foi guardar din din para as férias, que foram muito bem aproveitadas. Na realidade, estou me forçando a sair. À noite, vou gastar uma puta grana, numa balada que só toca música que eu abomino ouvir, mas para acompanhar pessoas queridas. Às vezes, acho que estou me traindo. Mas vou me forçar a sair, mesmo que a minha balada ideal seja ouvir minhas musiquinhas calminhas, ler um bom livro, ver e ouvir o mar, curtir o sol e tomar sorvete depois da janta com os amigos. Sabe? Simplicidade? É disso que eu preciso. Na verdade eu sei, que no fundo, eu queria estar com ele, com elas também, mas com ele do meu lado. Que adora essa simplicidade e me entende. Que me acha bonita mesmo de shorts, chinelo e camiseta e que eu não tenho que subir no salto, colocar brilhos, para agüentar aqueles caras chatos que se sentem, nas baladas irritantes. Ele entendia o que é simplicidade e eu aprendi a gostar dela. Que não precisa gastar rios de dinheiro para ir a um lugar e voltar com cheiro de cigarro no cabelo. Uma simples caminhada e ficar sentada na praia conversando com os amigos já é um ótimo programa. Sei lá. Eu queria ser sociável sem deixar de ser eu, sabe?

É ele que eu quero na minha vida, todo dia. Eu sabia dessa dificuldade quando me propus a conhecê-lo.

E viagem vai ser boa, teremos sol e praia, teremos risadas e teremos eu ali parada, querendo estar em outro lugar, como sempre. Querendo achar o meu lugar.

Não me julguem imbecil, pois nesse momento eu me acho uma imbecil abominável. Amo minhas amigas, mas queria estar na mesma onda e animação em que elas estão, de conhecer gente nova e de se divertir. Mas nada mais tem tanta graça. Que bosta isso, né? Isso passa algum dia?


2 comentários:

Legalmente Rafaela disse...

Cassia... amiga!
Como eu queria te abracar agora! E eu entendo voce perfeitamente... somos muito parecidas.
Tenta, os amigos valem esforcos, sempre...
Aproveite e olhe no mar tambem, atravesse o oceano em alma e pensamento... quem sabe? "O futuro eh uma astronave que tentamos pilotar".
Fica com Deus.
Beijos

Anônimo disse...

Por vezes, não vale apenas ouvir o próprio coração, somente. Ouça os corações de seus amigos, também.

Simplicidade é de dentro pra fora. :)

Beijo!