Como é difícil encarar a verdade e mandar o medo pro espaço.
Eu vou.
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No dia do evento, fui para a Porto Alegre. Lá as pessoas são diferentes. Parecem educadas e tudo parece organizado. Fiquei pensando naquela sensação de não pertencer à aquele lugar. Como é forte a questão das nossas raízes. O sotaque, a forma de falar, a forma de levar a vida é diferente e eu estava no meu proprio país, com aquela sensação de estranhamento. O Brasil é a junção de vários Brasis. Em cada região, o povo é tão diferente.
Mas eu queria mesmo é falar da sensação de não se sentir parte daquilo. De não sentir que aquele não é o seu habitat natural. Eu sei que vou sentir isso mais ainda quando for embora. Mesmo a Italia, que a meu ver é o Brasil da Europa, com suas diferenças de dialeto e classes sociais divididas entre norte e sul, é diferente. É vero que lá me senti mais em casa do que em Porto Alegre, mas por causa do convívio com as pessoas. Em Porto Alegre passei 2 dias e achei estranho. Ver aqueles homens de bombacha, bigode e chapéu, como se estivessem fantasiados para uma festa de folclore típico, andando pela rua normalmente. Eu achei tão legal! Isso é levar a cultura consigo. Eu quando estou fora do país, me digo brasileira, com o maio orgulho, para todos e quando estou aqui só xingo as coisas erradas desse país. Estranho isso. Estranho esse nacionalismo que surge das profundezas de se defender o que se é. E fico machucada quando falam alguma coisa ruim do Brasil. Só sei que o sentimento de raíz é muito forte no ser humano e é por isso que a Copa e as Olimpíadas fazem tanto sucesso quando acontecem. Você se enxerga naqueles representantes esportistas no meio daquela salada de nações...
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