domingo, 19 de julho de 2009

Sem sono, com preguiça de ler, ouvindo meus CDs. Hoje baixei uns 7 albuns e passei uns 4 CDs que eu já tinha para o meu aipodi. To com um torcicolo estranho desde de terça-feira à tarde, que não me deixa virar a cabeça para o lado direito. Sim, estou parecendo um robô, um robô rabugento porque essa porr* dói. Opsss, eu falo palavrão quando eu quero. É meia-noite e meia, minha casa já está em silêncio e no meu ouvido toca bem baixinho "Devils Haircut", do Beck. Afasta mais o sono, mas eu sempre odiei Enia. Talvez tente mais tarde ouvir Damien Rice. Músicas calminhas que lembram tempos bons. E eu aqui esperando um e-mail, um sinal de vida, um cuidado que sempre tive e não ando tendo mais. Por que será, não? I didn´t born yesterday. O cheiro de salompas - gelol já impestiou o meu quarto. Água com gás na mesa. Amanhã acordar cedo pro vonluntariado. Vou ter que achar alguma coisa para ajudar quando estiver morando fora. A única parte da semana que me sinto útil para o mundo. Mandei a primeira versão da monografia para a professora no tempo estipulado. Se ficou boa eu não sei. Só sei que vou ter que incrementar um monte de parte, mas vamos ver se estou no caminho certo. Semana passada comecei meu regime e já perdi 1 kg. Mas quero definir. Vamos ver quando eu me animo para começar a fazer abdominais e a bicicleta de novo, que está lá encostada, faz tempo. Eu não queria estar com esse vazio imenso dentro de mim. E eu vou fazer 28 anos. Só eu para chegar nessa idade e querer mudar tudo na minha vida. A maioria dos meus amigos já se encontraram na profissão, estão contentes com a rotina e muitos estão casando. E eu aqui, querendo mudar tudo de ponta cabeça, para não me arrepender de tentar e de fazer algo que sempre quis, antes dos 30 anos. E os 30 anos está chegando cada vez mais perto. Dá um medo. Eu nunca me vi com 30 anos. Uma certa sindrome de peter pan me assombra. Não quero, mas acho que em algum lugar ela ainda se esconde. E hoje eu olhei pro meu quarto e pensei, quando será que eu vou voltar a morar nele? Dá medo, pois todo mundo que sabe que vou morar fora, olha para mim e fala que eu não volto. Eu não sei. Eu sei que volto por causa dos meus pais, mas para morar eu não sei. Isso me assusta um pouco, porque eu não sei o que vai ser da minha vida. Mas é também uma sensação de liberdade sem igual. E esse texto sem parágrafo nenhum, todo misturado, que nem na minha cabeça. E eu pedindo tanta coisa pro Universo. Ouvindo agora "Don´t Cha Wanna Ride", da Joss Stone. Tá, já já eu passo para o Damien. Dor no pescoço. Será que ele vai me ligar no meu aniversário? Será que aquele outro vai me ligar? Mistério... Esse eu acharia graça. O primeiro, ia me fazer ganhar o dia, como sempre fez. Mas eu não sei mesmo. Uma bosta ter esse receio de me frustar com quem eu não quero. Mas vou preparando o coraçãozinho. E eu tinha que ter feito minha unha. Está sem esmalte desde quinta, por causa da alergia. Eu insisto em usar esmalte que não é hipoalergênico e tenho que tirar em 2 dias. As pálpebras dos meus olhos ficam vermelhinhas. E eu que me sinto um ET por nunca ter acessado um Twitter. Sim, eu acho inútil e todo mundo tem. Mas quem se interessaria em que eu estou fazendo a cada segundo? E eu lá teria paciência para isso? Meio egocêntrico demais esse negócio. Fico com o saco do Orkut e basta. E com o meu querido "Trilhas e Tons". Nada contra quem tem, mas eu acho que não vou me adaptar a modinha da vez. E eu vou tentar resistir ao Facebook...
Bom, "Delicate", do Damien Rice. Depois dessa eu desligo aqui e vou ler, meditar, sei lá, até o sono chegar. PS: eu continuo me sentindo um ET...

Boa noite.

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