Sabe quando você acha que perdeu o lirismo?
Aquele que você se orgulhava por ter, só de enxergar coisas que os outros não viam, nas entrelinhas dos acontecimentos banais?
Pois é... Era meio que ver brilho, mesmo que opaco, mas brilho, em tudo. No olhar das pessoas do metrô, no andar apressado das gentes, num dia cinzento, no semblante pensativo de um desconhecido sentado numa mesa de bar esperando por um alguém, numa música blasè qualquer, numa fossa ingênua adolescente, no céu azul de um dia comum e traduzir isso em algo que fizesse sentido no tal sentido da vida. E aí, eu nem percebi quando apertei o botão do piloto automático e passei a correr também. Atrás do que, eu não sei. Sabe o tal sentido da vida? Passou despercebido. Se perdeu em alguma travessa, numa dobra de rua, na brisa que passou. Sei lá. Daí eu me permiti parar para questionar tudo. Tanta transformação em tão pouco tempo, que me perdi em mim mesma. Bom, acho que agora é tempo de buscar essa menina escondida em algum lugar dentro de mim. Porque a mania de acreditar que todo mundo tem um lado bom, anyway, precisa ser encontrada nessa bagunça. De voltar a olhar tudo por um outro ângulo e ver que tudo tem a sua beleza.
Vou tentar voltar a enxergar as novas coisas velhas dessas trilhas caminhadas.
Aquele que você se orgulhava por ter, só de enxergar coisas que os outros não viam, nas entrelinhas dos acontecimentos banais?
Pois é... Era meio que ver brilho, mesmo que opaco, mas brilho, em tudo. No olhar das pessoas do metrô, no andar apressado das gentes, num dia cinzento, no semblante pensativo de um desconhecido sentado numa mesa de bar esperando por um alguém, numa música blasè qualquer, numa fossa ingênua adolescente, no céu azul de um dia comum e traduzir isso em algo que fizesse sentido no tal sentido da vida. E aí, eu nem percebi quando apertei o botão do piloto automático e passei a correr também. Atrás do que, eu não sei. Sabe o tal sentido da vida? Passou despercebido. Se perdeu em alguma travessa, numa dobra de rua, na brisa que passou. Sei lá. Daí eu me permiti parar para questionar tudo. Tanta transformação em tão pouco tempo, que me perdi em mim mesma. Bom, acho que agora é tempo de buscar essa menina escondida em algum lugar dentro de mim. Porque a mania de acreditar que todo mundo tem um lado bom, anyway, precisa ser encontrada nessa bagunça. De voltar a olhar tudo por um outro ângulo e ver que tudo tem a sua beleza.
Vou tentar voltar a enxergar as novas coisas velhas dessas trilhas caminhadas.
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